terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O LIVRE ARBÍTRIO


Conheço alguém que desde sempre questiona a minha religião que é a CATÓLICA, principalmente, pela questão do LIVRE ARBÍTRIO.
Questiona o fato de podermos escolher pelo certo ou errado e diz que assim tudo fica muito fácil.
É realmente intrigante e dificultoso falar de religião sem desrespeitar ou ofender os princípios e a de uma pessoa. Por este motivo, resolvi pesquisar e escrever algo a respeito deste assunto e da forma que eu particularmente o vejo.

Conforme o CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA que explica com detalhes esta fé:



A LIBERDADE DO HOMEM
1730. Deus criou o homem racional, conferindo-lhe a dignidade de pessoa dotada de iniciativa e do domínio dos seus próprios atos. «Deus quis "deixar o homem entregue à sua própria decisão"(Sir 15, 14), de tal modo que procure por si mesmo o seu Criador e, aderindo livremente a Ele, chegue à total e beatífica perfeição» (29):

«O homem é racional e, por isso, semelhante a Deus, criado livre e senhor dos seus atos» (30).
I. Liberdade e responsabilidade1731. A liberdade é o poder, radicado na razão e na vontade, de agir ou não agir, de fazer isto ou aquilo, praticando assim, por si mesmo, ações deliberadas. Pelo livre arbítrio, cada qual dispõe de si. A liberdade é, no homem, uma força de crescimento e de maturação na verdade e na bondade. E atinge a sua perfeição quando está ordenada para Deus, nossa bem-aventurança.

1732. Enquanto se não fixa definitivamente no seu bem último, que é Deus, a liberdade implica a possibilidade de escolher entre o bem e o male portanto, de crescer na perfeição ou de falhar e pecar. É ela que caracteriza os atos propriamente humanos. Torna-se fonte de louvor ou de censura, de mérito ou de demérito.

1733. Quanto mais o homem fizer o bem, mais livre se torna. Não há verdadeira liberdade senão no serviço do bem e da justiça. A opção pela desobediência e pelo mal é um abuso da liberdade e conduz à escravidão do pecado (31).

1734. A liberdade torna o homem responsável pelos seus atos, na medida em que são voluntários. O progresso na virtude, o conhecimento do bem e a ascese aumentam o domínio da vontade sobre os próprios atos.

1737. Um efeito pode ser tolerado, sem ter sido querido pelo agente, por exemplo, o esgotamento duma mãe à cabeceira do seu filho doente. O efeito mau não é imputável se não tiver sido querido nem como fim nem como meio do ato, como a morte sofrida quando se levava socorro a uma pessoa em perigo. Para que o efeito mau seja imputável, é necessário que seja previsível e que aquele que age tenha a possibilidade de o evitar como, por exemplo, no caso de um homicídio cometido por um condutor em estado de embriaguez.

Portanto, em suma é fácil compreender, que Deus fez o homem a sua imagem e semelhança e lhe deu a opção do LIVRE ARBÍTRIO para que ele seja um ser livre e escolha o caminho que deseja seguir.
Por seu filho JESUS CRISTO e pela vivência dos APÓSTOLOS, cremos que nos ensinaram perfeitamente o que é certo e o que é errado nesta vida passageira. É tão fácil saber distinguir o que nos leva a colher bons frutos ou maus frutos de nossas próprias atitudes e não há segredos nisso.

Se optamos em praticar o mal vamos colher maus frutos e sofrer as consequências de nossos atos por puro merecimento; e por quê Deus teria que interferir nisso se Ele precisa de seguidores fieis que o sigam por vontade própria e não por obrigação? Tão simples e claro como a água.

Que sentido teria sermos obrigados a seguir a Deus e seus preceitos?
Deus não é obrigação, Ele é ESCOLHA E OPÇÃO.

Se fizermos o bem colheremos bons frutos e méritos de nossos próprios atos.
Quem pratica o bem colhe o bem. Quem pratica o mal colhe o mal.

ESCOLHEMOS SEGUIR A CRISTO E NOS ESFORÇAMOS PARA SERMOS PESSOAS DE BEM, MAS SOMOS IMPERFEITOS E COMETEMOS INÚMEROS PECADOS. 
DESTA FORMA, CONTAMOS COM SEU AMOR E MISERICÓRDIA, O QUE SIGNIFICA CONTAR COM SUA COMPREENSÃO, JÁ QUE CREMOS QUE DEUS NOS CRIOU E CONHECE NOSSO INTERIOR, LUGAR QUE NINGUÉM MAIS CONHECERÁ. 
SOMOS SERES DOTADOS DE QUALIDADES TAMBÉM E DEUS AS CONHECE UMA POR UMA, POR ISSO NOS AMA COMO SOMOS E SEMPRE NOS DARÁ A CHANCE DE COMEÇAR DE NOVO.

Os incidentes da vida, as doenças, tudo o que passamos de ruim, na minha opinião, não são CULPA DE DEUS como dizem: "FOI DEUS QUEM QUIS ASSIM".
Eu acredito nas consequências de nossos próprios atos ou dos atos daqueles que nos rodeiam, pois estamos todos interligados e o que eu faço de errado pode prejudicar não só a mim mesmo como ao meu próximo e vice-verso.
Sim, Deus poderia evitar como sabemos, mas prefiro crer que nosso espírito precisa passar por períodos de sofrimento, tristezas, dores e provações diversas para se fortalecer ainda mais na e ter assim a possibilidade de um dia CONTEMPLAR A CRISTO FACE À FACE.

É realmente um assunto complicado, mas A FÉ NÃO SE EXPLICA PORQUE É UM DOGMA1, A FÉ SE VIVE SEM QUESTIONAMENTOS.

O RESPEITO DESTA FORMA É QUE DEVE PREVALECER ENTRE NÓS, INDIVÍDUOS QUE TEMOS DIFERENTES CRENÇAS NESTE MUNDO IMENSO QUE VIVEMOS. 
O IMPORTANTE É CRERMOS EM ALGO SUPERIOR QUE NOS FORTALEÇA DIANTE DAS DIFICULDADES DA VIDA, SEJA LÁ QUEM FOR E COMO FOR, IMPORTANTE MESMO É A INTENSIDADE COM A QUAL SE CRÊ E NÃO MERAS REGRAS E APARÊNCIAS.

Fontes de Pesquisa: 
http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p3s1cap1_1699-1876_po.html

1 - DOGMA:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dogma

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