terça-feira, 3 de abril de 2018

DESABAFO - VIDA DE PROFESSORA


Este começo de ano está muito difícil para os Professores do Estado de SP que pertencem à Categoria "O" e que estão sem contratos porque o mesmo foi reincidido no final de 2017.

Eu sei que só leciono na rede a 3 anos e isso não é nada perto dos meus colegas que estão dando duro faz muitos anos e passaram por coisa piores, mas todo licenciado tem seu começo e para aqueles que estão na lida, estudando licenciaturas ou que terminaram recentemente seus cursos, me perdoem as verdades que preciso dizer, pois elas não são e não serão aprendidas na faculdade. Se fossem comentadas, muitos ali desistiriam, mas ainda acredito que aqueles que nasceram com a "vocação de lecionar" permaneceriam firmes no propósito.

Entrei 2018 sem contrato no Estado de SP e minha classificação, desta forma, torna-se a última nas famosas atribuições de aulas agendadas para todas as quartas-feiras às 9h00, na Diretoria de Ensino em Osasco, onde moro. Primeiro, eles chamam os professores da Categoria "F" com aulas e que precisam completar cargas, na sequência, Categoria "F" sem aulas atribuídas, Categoria "O" com contrato ativo e aulas para completarem carga, Categoria "O" com contrato ativo e sem aulas, enfim e aleluia, chamam a Categoria "O" sem contrato ativo no momento, que é o meu caso (pobre de mim e de tantos outros!). E ainda seguem a classificação por numeração em todas as chamadas, não esqueçamos desta outra realidade.

O saldo de aulas em Osasco, pelo menos e o qual acompanho, tem sido muito baixo nas disciplinas de Português e Inglês, por isso, nem chegam a chamar a minha categoria. Estamos em abril e muitos professores ainda não conseguiram trabalhar.

A Prefeitura de Osasco também cancelou os contratos dos especialistas de Inglês em 2017 porque aplicou o concurso no qual passei, mas terei que aguardar a chamada da minha classificação que eu não tenho a menor ideia de quando será ou se será em 2018. Lamentável!

Aí, você tenta lecionar em escolas particulares e pedem 5 anos de experiência, ou então, você conta com os famosos "quem indica" ou "quem te coloca", o que não tem nada a ver comigo porque eu prefiro mil vezes conseguir uma oportunidade por meu próprio mérito. Sempre fui assim e não mudarei agora.

Caros colegas e futuros professores, deixo-vos o sábio conselho de fazerem seus "pézinhos de meia". Tenham dinheiro em caixa para sobreviverem quando começarem a luta pela realização desta vocação tão árdua. Isso vai amenizar os tombos do caminho. Em meu começo (2015), sofri terrores e só minhas contas bancárias poderiam explicar. Neste ano, as coisas estão começando a apertar agora, pois me programei financeiramente para esta fase até meados de abril.

Pior ainda, é você conseguir outra colocação no mercado de trabalho para sobreviver e depois, não conseguir lecionar mais porque você é "obrigado" a comparecer às atribuições semanalmente, caso não queira que o Estado considere que você não está mais interessado nas aulas. Como ir à atribuição se você trabalhando o período integral durante a semana inteira? Acha que a empresa te liberará toda quarta-feira de manhã para isso? É mesmo inexplicável!

Me encontro aqui, neste momento (às 13h40), pensando na vida depois de uma noite mal dormida com a ansiedade nas alturas, pois não desejo jogar o meu sonho de lecionar no lixo. Aos 31 anos, eu abandonei minha primeira profissão (Marketing) para realizar o sonho de lecionar e cá estou, na luta, desde então. Me chamaram de louca, nem minha família me apoiou, mas costumo achar o termo um elogio e o maior ato de coragem de toda a minha vida. Simplesmente porque fui capaz de correr atrás do meu sonho e fiz acontecer, em vez de me sentir frustrada, infeliz e ficar sentada com a bunda na cadeira reclamando da vida e do que deixei de fazer, como tantos fazem todos os dias.

Já passei por muitas dificuldades e venci. Vou vencer esta fase também com garra, unhas e dentes porque sou guerreira. Em breve, estarei dentro de uma sala de aula fazendo aquilo que sei e que me faz a pessoa mais feliz do mundo.

Meu destino pode estar traçado ou talvez não, mas eu pego atalhos e mudo os caminhos na certeza de chegar ao final com os dois pés fincados no chão e um sorriso no rosto, é claro, pois este é o maior segredo da caminhada.

Prof. Daniela Menegassi

quarta-feira, 28 de março de 2018

MINHAS PEDRAS, MEU CASTELO



Estou juntando as pedras do caminho e ao final construirei meu castelo.
Porque o caminho é árduo, às vezes, e parece tão difícil que a tempestade não cessa e a escuridão é persistente.
Continuo caminhando e vou reunindo uma a uma, minhas pedrinhas. 
Cada uma será a marca de uma dificuldade superada.
A fé me mantém firme e não me deixa esmorecer.
Sigo falando alto com meus pensamentos e conversando com Deus que nunca deixa de me fortalecer.
Abro meus olhos e meus ouvidos para enxergar e ouvir com exatidão os sinais que Ele me envia na caminhada.
Quando estamos desatentos somos incapazes de perceber que Deus anda conosco cada passada.
Nenhuma tempestade é irreversível, pois o Sol sempre voltará a brilhar e quando isso acontecer, estarei viva para meu castelo levantar.
Ao final, ficarei lá em cima, observando o horizonte ao meu redor e bem perto do céu poderei agradecer a Deus a certeza da minha vitória.
Tudo depende da maneira como enxergamos.
Se enxergamos somente as tristezas tudo fica obscuro.
Deixemos de olhar nossos próprios umbigos porque no fundo, bem lá no fundo, nossos problemas são tão pequenos perto de tantos outros.
Olhe bem adiante e veja, mas com os olhos da alma, Deus te afirmando que isso é passageiro e profetizando que você, não tem problema algum.

'Dani" M.